quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pesquisador e modelo japonesa vêm ao Brasil divulgar cultura pop nipônica


Alguém já tinha avisado aqui no blog (*desculpe, eu perdi o comentário, não cosnegui encontrar mesmo*) do evento na UnB hoje, agora, a Karolyne Godoy me passou o link do Correio Braziliense com maiores informações sobre a presença de Misako Aoki em Brasília e do pesquisador Takamasa Sakurai. Vou ver se consigo assistir os dois.

O pesquisador Takamasa Sakurai e a modelo Misako Aoki estão no Brasil para divulgar a cultura do Japão

Pedro Brandt
Publicação: 02/12/2009 08:10 Atualização: 02/12/2009 01:36

Já não é de hoje que as histórias em quadrinhos e os desenhos animados japoneses encontram fãs em outros países. Atualmente, o fascínio pela cultura pop nipônica no exterior - em especial, pelo público jovem - é tamanho que virou assunto de interesse do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão. Desde a semana passada, dois representantes diplomáticos japoneses têm viajado pelo Brasil para divulgar essa produção. Takamasa Sakurai e Misako Aoki chegaram ontem a Brasília para uma série de compromissos.

Misako Aoki, 24 anos, foi nomeada pelo ministério como embaixadora Kawaii. A expressão vem de uma palavra antiga que denota fofura, meiguice. Modelo, atriz e enfermeira, a moça é representante de uma maneira de se vestir conhecida como lolita fashion. Mas, ao contrário do que o nome sugere - garotas precocemente sexualizadas -, essas novas lolitas se inspiram nos vestidos cheios de babados da aristocracia europeia do século 19. São meninas recatadas, com aparência de boneca de louça.

A moda lolita fashion, ainda que incipiente fora do Japão, já encontra adeptas pelo mundo. Pesquisador da cultura pop japonesa, Takamasa Sakurai é integranteda Comissão Intelectual das Relações Diplomáticas da Cultura Anime do Ministério dos Negócios do Japão e está no Brasil com o propósito de conhecer como pensa o público brasileiro em relaciona à cultura nipônica. Segundo ele, a moda lolita ainda segue um mesmo padrão em todos os países, sem diferenças substanciais entre as culturas que adotam o estilo. "Pelo que tenho visto nesses dias no Brasil, as garotas são muito bonitas e parecem ter um forte conteúdo humano também. Além disso, são aplicadas. Estudam muito em sites e revistas especializadas", comentou.

Sobre a embaixadora Kawaii, Sakurai explica que não é simplesmente uma modelo que personaliza o estilo lolita fashion: "Ela faz isso com originalidade e personalidade. A natureza de seu trabalho é a de uma promotora cultural através da sua atuação por meio de uma arte performática original".

Hoje, Sakurai ministrará a palestra O segredo do anime japonês antes da exibição do longa-metragem Summer wars, produção que conseguiu estrondoso sucesso perante ao público e crítica no verão japonês deste ano. Corruptela de animation, animação em inglês, os animes (ou animês, como também são chamados) são os desenhos animados japoneses. "Summer wars representa o atual nível da produção contemporânea dos animes", conta Sakurai. "Trata-se de uma singular fantasia virtual sobre os laços familiares. Ideal para ser exibida pelo mundo em um esforço diplomático de demonstrar em que nível se encontra a produção desse tipo de material no Japão", continua.

Ontem, Misako Aoki se encontrou com autoridades políticas brasileiras no Itamaraty e no Congresso. Amanhã à tarde, ela fará um desfile itinerante pelo ParkShopping acompanhada de lolitas fashion brasilienses.

O segredo do poder do anime japonês

Hoje, às 18h30, no Auditório Dois Candangos (UnB). Palestra com o pesquisador japonês Takamassa Sakurai seguida de exibição do longa de animação Summer wars (com áudio em japonês e legendas em inglês). Acesso livre. Amanhã, às 15h: desfile itinerante com Misako Aoki (Embaixadora Kawaii) no ParkShopping. Acesso livre.

Três perguntas // Takamasa Sakurai

É possível explicar esse interesse recente dos estrangeiros pela cultura pop japonesa?

Jovens do mundo inteiro dizem basicamente a mesma coisa: o que o Japão produz nessa área é muito singular. O volume e a diversidade de produção são incomparáveis.

Afinal, qual o segredo do poder dos animes?

Inicialmente, a vocação do anime era produzir conteúdo para o público infanto-juvenil. Os produtores reverteram esse padrão para um outro em que a criação das animações é motivada pelas inúmeras possibilidades de representações da expressão visual. A referência deslocou-se, portanto, da produção voltada a um público específico, para a busca de possibilidades de linguagens para a imagem animada.

O público brasileiro tem um grande interesse nos animes. No entanto, poucos longa-metragens de animação japonesa chegam aos cinemas brasileiros ou até mesmo às locadoras de DVD. Como se explica isso?

A questão é a criação de um cenário propício para a comercialização dos títulos e a criação de uma rota de distribuição bem definida, como a que existe entre a América do Norte e a Ásia ou entre a Europa e a Ásia. O estabelecimento de uma cadeia comercial e de distribuição sólidas é imprescindível para gerar a confiança necessária nos produtores e distribuidores, e assim possibilitar a expansão do mercado no Brasil.

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